sexta-feira, 2 de junho de 2017

Reviravolta: amigo de Bruno Borges é preso por omitir informações



Polícia Civil encontrou documentos que garantiam participação nos lucros das vendas dos livros deixados por Bruno. Móveis "desaparecidos" do quarto do rapaz foram encontrados na casa de outro amigo

O mistério que mobilizou o Brasil está próximo de um defecho. Marcelo Ferreira, de 25 anos, foi detido pela Polícia Civil do Acre no dia 31 de maio por falso testemunho: ele é amigo de Bruno Borges, estudante de psicologia desaparecido desde 27 de março no Acre.Marcelo omitiu da polícia que possuía contratos elaborados por Bruno que lhe davam direito sobre os lucros das vendas dos livros deixados pelo rapaz.

Além disso, um rack e uma cama que pertenciam ao desaparecido foram encontrados na casa de outro amigo, Mário Gaiote. Os móveis foram retirados por Marcelo antes de Bruno colocar em seu quarto uma estátua de dois metros de Giordano Bruno, cobrir as paredes de mensagens e deixar 14 livros criptografados para, então, desaparecer.

O delegado Alcino Júnior, da Polícia Civil do Acre, afirmou ter encontrado os contratos após ter cumprido um mandato de busca e apreensão na residência de Ferreira. Nos documentos, Bruno deixava uma parte do dinheiro resultante das vendas dos cadernos para Marcelo, outra para Mário e outra para o primo, Eduardo Borges. Dessa forma, o delegado achou melhor prender o estudante por falso testemunho.

De acordo com a autoridade, o objetivo das buscas era encontrar pistas da localização de Bruno e qualquer informação que provasse que o desaparecimento dele foi um plano arquitetado desde o princípio. Para o delegado, o fato do estudante de psicologia ter ido ao cartório pouco antes de sumir para registrar documentos é prova de que tudo não passa de uma armação.

"O contrato mostra que há prazo para divulgação desses livros, prazo para publicação, destinação de porcentagem para quem o ajudou, no caso, essas três pessoas que o ajudaram de imediato", afirmou Júnior para o portal G1.

A irmã de Bruno, Gabriela Borges, fez uma postagem no Facebook dizendo que a família já sabia da exitência dos documentos. "Desde o dia do desaparecimento soubemos do contrato, e isso nunca nos disse muita coisa a respeito. Até porque, para que os planos do Bruno deem certo, ele precisa de dinheiro. Afinal, não dá pra construir hospitais e ajudar quem precisa só com amor no coração", escreveu ela. De acordo com Gabriela, a família pretende publicar o primeiro livro em breve.

Fonte : Galileu

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