quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Ameaça real: ONU inicia planejamento contra impactos de asteroides



A Organização das Nações Unidas (ONU) está à frente dos esforços internacionais para a criação de estratégias de defesa da Terra caso exista a ameça de impacto de um asteroide. A Equipe de Ação para Objetos Próximos da Terra, da ONU, vai trabalhar com as agências espaciais espalhadas pelo mundo para planejar possíveis missões espaciais destinadas à combater uma ameaça deste tipo.

Astrônomos acreditam que mais de um milhão de asteroides que estão próximos da Terra orbitam em torno do Sol. Atualmente, apenas 10 mil deles foram rastreados pela Nasa. Alguns pesquisadores, alegam que, além da questão da defesa da Terra, outros assuntos também terão que ser pensados, como o aspecto político. Por exemplo, no caso de não ser possível desviar completamente um asteroide da Terra, onde ele deveria ser jogado no nosso planeta? Para área menos populosas, ou com menos infraestrutura? E quem tomaria essa decisão em nome da humanidade?


Veja o gráfico de asteróides que ameaçam a Terra, desenvolvido pela Nasa



Isso irá ajudar a estabelecer uma rede global que irá disponibilizar um sistema de alertas preventivos contra qualquer objeto próximo da Terra que represente riscos ao planeta. Os planos foram definidos em um projeto de resolução e um relatório de acompanhamento da reunião da Quarta Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Isso já foi adotado como uma resolução pela Assembleia Geral e será totalmente implementado em uma votação em novembro.

Caso sejam adotadas, as resoluções irão exigir cooperação entre as nações-membros da ONU na proteção da Terra contra colisões de asteroides. As missões para desviar um asteroide, provavelmente, serão lançadas anos antes de um potencial impacto, para "empurrar", cuidadosamente, as ameaças do curso da Terra. Especialistas acreditam que devem ser usados foguetes, velas solares ou veículos reboque de gravidade para alterar a órbita de um asteroide.

O encontro das Nações Unidas ocorrerá oito meses depois que um meteoro explodiu no céu sobre Chelyabinsk, na Rússia, deixando em torno de mil feridos, além de prejuízos materiais. O meteoro, que não foi detectado antes do impacto, provocou uma explosão equivalente a 30 vezes a bomba atômica jogada em Hiroshima, no Japão, na Segunda Guerra Mundial.

Fonte : History

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