quarta-feira, 25 de abril de 2012

O Ovni de Ubatuba




Em 1957, vários banhistas observaram um disco voador se aproximar da Praia das Toninhas, em Ubatuba (SP). O objeto vinha numa velocidade incrível, e quando estava prestes a se chocar contra a água, deu uma guinada subindo em seguida. Foi quando explodiu em chamas e fragmentos sobre o mar, próximo aos banhistas. Algumas testemunhas recolheram pedaços do objeto, constatando ser de um material leve, de aparência metálica. Uma das testemunhas que recolheu pedaços do objeto, enviou uma carta para o colunista do jornal O Globo, Ibrahim Sued, relatando: "Como leitor assíduo do jornal, quero proporcionar-lhes um verdadeiro furo jornalístico a respeito dos discos voadores; se é que acredita na existência deles. Até alguns dias atrás eu mesmo não acreditava. Mas enquanto pescava na companhia de vários amigos, perto de Ubatuba, vi um disco voador aproximando-se da praia numa velocidade incrível, prestes a chocar-se contra as águas, quando, num impulso fantástico, elevou-se rapidamente e explodiu.



"Atônitos, acompanhamos o espetáculo, quando o vimos explodir em chamas e fragmentos que mais pareciam fogos de artifício. Esses pedaços caíram quase todos sobre o mar, mas muitos caíram perto da praia, o que facilitou o recolhimento de uma parte do material tão leve que parecia papel. Aqui, anexo uma pequena amostra do material, que não sei a quem devo confiar para análise. Nunca li artigos que relatassem sobre pedaços desprendidos de UFO`s, a menos que as autoridades militares tenham também impedido essas publicações. Certo de que este assunto muito lhe interessará, mando-lhe duas cópias desta".

Três amostras dos fragmentos chegaram às mãos do ufólogo Olavo Fontes, que os encaminhou para análise. As primeiras análises foram feitas no Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério da Agricultura, sob responsabilidade de Luiza Maria Barbosa. Os exames foram realizados através de espectrografia, que indicaram alta concentração de magnésio (Mg), e ausência de outros elementos na amostra. Outros exames realizados nas amostras indicaram alta concentração do elemento magnésio (Mg).





FRAGMENTOS DO OBJETO QUE EXPLODIU EM UBATUBA-SP




IMAGEM AO MICROSCÓPIO DOS FRAGMENTOS DE UBATUBA-SP




fac-símile DO LAUDO DE ANÁLISEDE UM DOS FRAGMENTOS RECOLHIDOS EM UBATUBA-SP



O Dr. Olavo Fontes encaminhou as outras duas amostras para o Dr. W. Walker e para o dr. Robert W. Johnson, ambos engenheiros metalúrgicos da Universidade do Arizona (EUA). Foi confirmado o resultado obtido anteriormente, onde os resultados assinados pelos dois engenheiros acima continham comentários do tipo: "estamos diante de uma liga de metal na qual tem como síntese algo que nos levaríamos a associar uma tecnologia não terrestre". Infelizmente, os processos de análise das amostras acabaram por destruir o material.
Os membros do Colorado Project, em sua procura por evidência física que poderia tender a apoiar a ETH, obtiveram amostras dos fragmentos de magnésio de Ubatuba e os enviaram para análise pelo Departamento de Laboratório Nacional. O método escolhido era aquele conhecido como análise de ativação de nêutrons. Para comparação, uma amostra triplamente sublimada de magnésio foi adquirida da Dow Companhia Química. A amostra era semelhante a amostras que a companhia tinha provido por encomenda durante pelo menos 25 anos.

Descobriu-se que ambas as amostras continham proporções muito pequenas de impurezas, mas o padrão de impurezas era diferente. O magnésio de Ubatuba continha aproximadamente 500 p.p.m. (partes por milhão) de zinco, contra 5 na amostra da Dow, e 500 p.p.m. de estrôncio que não foi achado na amostra da Dow. Porém, de acordo com o Relatório Condon, os registros do Laboratório Metalúrgico da Dow foram checados e revelaram que a companhia tinha feito grupos experimentais de magnésio que continham várias proporções de estrôncio. Já em 1940 tinha produzido um grupo de 700 gm de magnésio que continha nominalmente a mesma concentração de estrôncio que foi observada na amostra de Ubatuba. A conclusão do Projeto era que não havia nada estranho ou sobrenatural na composição do fragmento de Ubatuba e que não havia nenhuma razão para supor assim que eles eram de origem extraterrestre.

De acordo com o Relatório de Condon, nenhum mercúrio foi descoberto no magnésio de Ubatuba, mas 2.6 p.p.m. foi descoberto na amostra da Dow. Roy Craig, o autor desta seção do Relatório Condon, não faz nenhum comentário sobre a ausência de mercúrio da amostra de Ubatuba, presumivelmente ele e seus assessores não consideraram isto como de qualquer grande significação.

Saunders deduz de seus argumentos, particularmente o sobre a ausência de mercúrio, que pode ser dito que a amostra é 100 por cento pura, já não há nada nela por acidente. Porém, aparte a ausência de alumínio e mercúrio, a amostra de Ubatuba tem maiores proporções de cada uma das outras seis impurezas listadas no Relatório Condon quando comparada à amostra da Dow.
Aparte as discussões técnicas relativas à composição das amostras de magnésio, o caso de Ubatuba foi mantido vivo durante os anos por meio de suposições não comprovadas sobre sua origem. Por exemplo, os Lorenzens escrevem:

Que o material não é 100% puro magnésio não minora o impacto do caso, visto que nós ainda temos que explicar como aquele magnésio chegou a uma área de praia remota naquele momento. Que tipo de máquina era o objeto discóide brilhante que explodiu?

Na realidade, nós não temos que explicar qualquer coisa do tipo, uma vez que não há nenhuma evidência convincente de que as amostras vieram de um disco voador, ou de que foram apanhadas de uma praia em Ubatuba, ou em qualquer outro lugar. As amostras vieram à luz no escritório de um colunista da sociedade do Rio, onde chegaram pelo correio. O escritor da carta que acompanha as amostras e suas outras alegadas testemunhas do avistamento do OVNI nunca foram localizados.

Uma das pedras encontradas aparece aqui nesse programa...

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